The String Theory Brain Fusion
Capa do álbum The String Theory. Arte: Digital colagem by A. C. Barbieri

The String Theory
Barbieri adianta várias faixas de seu novo álbum!

escrito por Antonio Celso Barbieri

The String Theory (A Teoria das Cordas) é o nome do meu último álbum lançado apenas online em 2017. Este álbum, como os anteriores, foi gravado aqui no meu estúdio (Raw Vibe) em Londres.

Já fazem vários anos que venho estudando guitarra. Sempre sem professor e no meu tempo, sem pressa, de acordo com o meu interesse e prazer. Estou sempre aprendendo algo novo. No Youtube encontrei alguns tutoriais muito interessantes e aqui, na Internet, consegui "baixar" umas aulas muito boas. Como já devo ter comentado em algum lugar sou fã de carterinha do blues e das escalas pentatônicas em particular. Sinto que o rock sem estas escalas não soa "de raiz", não soa rock como deveria. Algumas bandas do estilo Stonner Rock estão fazendo uso destas mesmas escalas. É como se estivessem tocando um blues acelerado com uma batida pesada de Hard Rock acrescido de pitadas de psicodelismo. Eu gosto! Quando escuto, sinto uma nostalgia gostosa de um tempo que, acredito, foi muito importante na minha formação musical.

Fender

Neste Natal passado (2016) realizei um grande sonho comprando uma guitarra Fender Stratocast (USA). Não poderia ser uma Fender japonesa ou mexicana tinha que ser uma lendária norte-americana.  Eu já possuia por quase uns 20 anos uma guitarra Jackson Performer PS-1 mas, meu sonho era mesmo uma Fender. Segui meus instintos, comprei a Fender e realmente estou muito feliz com esta decisão porque, a diferença em termos de qualidade entre minha antiga Jackson e esta Fender é brutal. Pela primeira vez sinto que tenho um instrumento realmente de primeira qualidade.

Comentário sobre as três primeiras faixas deste novo álbum

A primeira faixa chama-se Dueling With Myself (Duelando Comigo Mesmo) e mostra dentro da mesma temática músical o diálogo de dois solos um limpo e outro distorcido. Os dois solos na verdade são apenas a subdivisão de um mesmo solo contínuo executado apenas com a ajuda, como refência de tempo, de um clique de metrônomo rolando no fone de ouvido. Como nas outras duas músicas, esta gravação foi resultado de um improviso gravado apenas uma vez e sem ensaio. Se as duas músicas foram gravadas em mais ou menos 30 minutos, a sua edição levou vários dias num processo muito trabalhoso de edição "nota por nota". Foi durante a mixagem que testando vários pedais de efeito decidi dividir o solo em duas partes mais ou menos como num duelo de guitarras e como sou eu que toco as duas tornou-se obviamente um "duelo comigo mesmo" onde a palavra ganha mais que um significado porque refere-se também à minha luta pessoal para superar minhas próprias limitações musicais.

A segunda faixa chama-se String Theory Experiment (Experimento com a Teoria das Cordas). Esta foi na verdade a primeira faixa que gravei. Já faz algum tempo que vinha brincando com esta ideia de criar um som com um toque meio medieval. Quando comecei tentar tocar sem usar a palheta, os primeiros exercícios levemente me lembraram de forma bem primitiva, pedacinhos, pequenas vinhetas na linha de bandas como Led Zeppelin e mesmo Black Sabbath.

Como já tinha pensado em dar o nome The String Theory (A Teoria das Cordas) ao álbum, um nome que joga com o sentido das palavras uma vez que A Teoria das Cordas é uma teoria revolucionária que até propoem a ideia da existência de várias dimensões além das 4 que já conhecemos e, ao mesmo tempo, para um músico, quando falamos de cordas geralmente ele é remetido para lei da acústica ou, como no meu caso, às 6 cordas da guitarra, achei muito propício chamar esta música de "Experimento com a Teoria das Cordas".

A terceira faixa chama-se My Blues From Another Dimension (Meu Blues de Outra Dimensão) e, parte dela, saiu como resultado dos meus estudos para aprender o solo da música Crossroads de autoria de Robert Johnson o lendário mestre do Blues. Na verdade, ela poderia muito bem ser chamada "Alien Blues" porque apesar da notas serem geralmente muito usadas no Blues a mixagem que fiz é, vamos dizer, meia futurista.

Bom, depois completo, escutei o este álbum muitas e muitas vezes e estou satisfeito por sentir que tenho progredido muito como guitarrista. Nesta minha busca pela perfeição tanto como técnico de som como também como músico me sinto muito feliz com este resultado e ficarei mais feliz ainda se souber que vocês também gostaram deste trabalho! :-)

Adendo: Em 2017, realizei outro grande sonho! Comprei uma guitarra Gibson Les Paul. Mas, não ficou só nisto porque até que enfim, adquiri um microfone valculado e também acabei de fazer a update para a última versão do meu software de gravação. Agora estou usando o Cubase Pro 9.5. :-)

Um abraço!

Antonio Celso Barbieri

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