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mario pacheco e o livroMário Pazcheco

O Livro Negro do Rock, do ocultismo ao rock extremo
(a controversa obra de Barbieri)

escrito por Mário Pazcheco para o website Do Próprio Bol$o

 

Paranormalidade, fascínio, repulsão, sabedoria, charlatanice, simbogia, seitas secretas, mestres sagrados e chefes secretos! Da teosofia ao pensamento pós-moderno.

Em suas páginas, os livros basicamente imprimem dados e fontes; vivências e experiências. Se o leitor conhecer o autor ou ter mantido contato, o conteúdo deste livro certamente poderá ser mais abrangente, mudando de significado a cada página ou leitura. Antonio Celso Barbieri no seu O Livro Negro do Rock foi muito feliz na edição final do texto conseguindo enxugar o número de páginas, apresentando uma visão cujo objetivo é afirmar o que você procura e como você deve elevar essa procura:

“lamentavelmente cometi vários enganos, alguns são irreversíveis e, portanto, terei que carregá-los, na minha consciência, até o final dos tempos. O importante é que se eu pudesse, os corrigiria”.

"A experiência mística é apenas o resultado do confronto pessoal de um ser humano com a sua verdade, qualquer que seja ela" - A.C. Barbieri.

Vou discorrer ainda um pouco mais sobre o autor, pois é necessária toda uma alquimia para compor a sua vida e obra. Pelo livro, sabemos que Barbieri manteve estreitas relações com o PCB, e no início dos anos 80 promoveu shows de rock da ala mais extrema e praticamente iniciantes e pioneiras. Sim! Bandas paulistas como Vulcano e Korzus ou mineiras Sepultura e Sárcofago influenciaram o desenvolvimento do som e do vestuário Black Metal no mundo. De maneira suave sem comprometer os envolvidos apenas para registro, as entrevistas entreveros e até rusgas são abordadas por Barbieri (expectador privilegiado).

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Em São Paulo sua loja de discos chamava-se Stocking Music Center. Sua experiência passava pelo teatro. Seu primeiro casamento durou sete anos: nenhum governo aceita que a arte seja livre pois a arte se espelha no ocultismo. Curiosamente, o ápice de sua carreira foi a produção de um show do Korzus no The Marquee Club em Londres.

Como leitor de biografias de rock, elas me deixam a par das peripécias e perfis abordados no livro: Black Sabbath & Ozzy Osbourne, Led Zeppelin & Jimmy Page e Raul Seixas & Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa com um nome orbitando em suas cabeças: Aleister Crowley, outro toque do livro é desconfiar daqueles que pronunciam que estudaram a obra de Aleister Crowley, na certa leram biografias. Estes perfis são abordados de maneira direta e psicanalítica por Barbieri, na extensiva pesquisa on-line ele não deixa margens para erros ou falsas impressões – do jeito que ele quer, ele costura seu texto com dados inquestionáveis: Led Zeppelin IV, a grande escola do ocultismo, Ozzy agraciado por Bush. Espertamente, o autor reúne os melhores textos para manter ereta a coluna  dos textos deste O Livro Negro do Rock, seu conteúdo acrescenta novos horizontes para a gula pop dos leitores. Esclarecedor é o capítulo Raul Seixas e a Sociedade Alternativa escrito por Jay Vaquer.

Teorias? Você amará ou odiará O Livro Negro do Rock nas suas sucessivas páginas e assuntos. Barbieri reproduz o texto Zeitgeist e a desconstrução do Cristianismo escrito por Peter Joseph para o conhecido vídeo Zeitgeist. Descontrução? Teoria da Conspiração? Pensamento pós-moderno? Ao leitor interessado indico a leitura de O Maior Segredo do autor David Icke. Categoricamente, O Livro Negro aborda os assuntos relacionados ao ocultismo na música e no rock. Estas rápidas biografias detalham os pensamentos das obras en detrimento das lendas: na divulgação do conhecimento, o livro alerta para que não se perca o discípulo. E ainda ensina uma simpatia contra o mal-olhado!

O essencial do livro foi que o corajoso autor obteve êxito em abordar com sucesso e de maneira compacta assunto tão abrangente. Afastando as nuvens que poderiam nublar o cérebro.

O livro resgata o Black Metal brasileiro, este esforço já valeria pela edição do livro. As relações dos músicos brasileiros do ritmo extremo e com seus pares mundo afora é esclarecedor. Trajetórias baseada na troca de correspondências, shows mambembes apocalípticos, problemas com a polícia e o inimaginável sucesso. Minha visão foi redimensionada: o show que assisti do Korzus entrou para a galeria dos antológicos. Virei fã de carteirinha da banda Vulcano, agora para mim: tão importantes quanto os Mutantes foram para o rock nacional. Ao final do livro finalmente você compreendera que trata-se de uma enciclopédia empírica da base para o vértice da pirâmide. Despertará o interesse entre os mais jovens.

"O mestre Antonio Celso Barbieri ajudou a construir parte da história do rock nacional.  O Livro Negro do Rock é uma viagem extraordinária ao mundo do rock, cheio de surpresas, obstáculos, a busca pelo autoconhecimento e as vicissitudes da natureza por demais transcendental que seja a existência espiritual" - Aldo Luiz Beehlerr da Silva.

Mário Pazcheco

mario pazchecoMário Pazcheco

Barbieri Comenta: Mario Pacheco ou Mario Pazcheco, como ele prefere ser chamado é o responsável pelo site Do Próprio Bol$o que, por mais de 30 anos, em muitas incarnações, desde fanzines distribuidos mão-a-mão até chegar na forma atual online vem divulgando como ele mesmo costuma dizer: ideias, irreverência e contracultura. Pazcheco é um grande colecionador de cultura e sua casa contém uma biblioteca/arquivo que guarda uma quantidade monstruosa de informação tanto de música, arte como também sobre o comportamento humano. Sua coleção abrange tanto o Brasil quanto o resto do mundo. Todo este trabalho prolífico é movido por puro idealismo onde o nome do seu website já diz tudo: Do Próprio Bol$o. À vários anos, um palco instalado nos fundos do quintal da sua chácara vem abrindo espaço para um grande número de artistas locais independentes. Seu website à muito tempo ultrapassou 1 milhão de visitantes e já deve estar bem próximo dos 3 milhões se, já não passou desta marca. Entretanto Pazcheco preferiu desabilitar o marcador de visitas do seu site porque prefere ficar na sua condição underground do que virar um "mainstream". Pazcheco, com seu jeito particular de escrever, direto e sem rodeios é o protótipo do beatneak para este novo milênio! Fiquei honrado como a sua crítica ao meu livro! Muito Obrigado!

Antonio Celso Barbieri

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